Teatro

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O encenador José Alves Antunes Filho é o responsável pela criação do Centro de Pesquisas Teatrais (CPT), em 1982. Nesta ocasião, diante da ideia esboçada pelo Grupo Macunaíma, então sob sua direção, o SESC paulista concretizou o projeto e o subvencionou, oferecendo os recursos necessários para o desenvolvimento das inquirições estéticas desta companhia teatral.

 

Escola de formação de intérpretes, técnicos, demais profissionais deste campo, e ao mesmo tempo associação duradoura, ela está sediada no Sesc Vila Nova. Este significativo centro de estudos do panorama teatral atual concede incessantes oportunidades a inúmeros atores iniciantes que nele estagiam, absorvendo métodos de interpretação renovados e, por sua vez, retornando este aprendizado ao produzirem, com suas indagações, novos recursos e instrumentos destinados à reciclagem de outros criadores e especialistas.

O CPT se desvelou também nas pesquisas sobre as técnicas de composição de peças teatrais. Este fundamental núcleo de estudos gerou um moderno processo de formação de atores, e no decorrer deste procedimento montou alguns dos espetáculos mais importantes da história do teatro brasileiro, os quais conquistaram os palcos internacionais.

Os resultados das investigações do Centro de Pesquisas no campo teatral permitiram, a partir de 1982, a elaboração do repertório do Grupo de Teatro Macunaíma, o qual preservou sua independência empresarial neste novo contexto.

Antunes já montou, com o auxílio do CPT, A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de 1986; Paraíso Zona Norte, de 1990; Nova Velha Estória, de 1991; Macbeth – O Trono de Sangue, de 1992; Gilgamesh, de 1995; e Drácula e outros Vampiros, de 1996. Com o Macunaíma foi encenada, em 1999, a tragédia grega Fragmentos Troianos, inspirada na obra As Troianas, de Eurípedes, encenada igualmente no Festival de Istambul, na Turquia.

Nova Velha Estória é uma peça entretecida por um discurso fantasioso, baseada no conto de fadas Chapeuzinho Vermelho, dos Irmãos Grimm; em 1993 a Companhia concebeu Vereda da Salvação, segunda montagem extraída da obra de Jorge Andrade; Gilgamesh, por sua vez, inspirou-se completamente na Epopéia de Gilgamesh, épico sumério de 2.600 a.C.

A partir deste momento Antunes Filho se devota quase que integralmente ao Centro de Pesquisa Teatral, visando preparar profissionais que simultaneamente atuem como atores e dramaturgos. Daí a ideia de criar, em 1998, a divisão Prêt-à-Porter, a qual privilegia práticas de interpretação e realiza um resumo de todos os métodos até então desenvolvidos pelo diretor.

Em 2001 e 2002 foram levadas ao palco duas leituras diferentes da tragédia Medeia, de Eurípedes. O Canto de Gregório, peça protagonizada por Paulo Santoro, foi encenada em 2004. Em 2005 Antunes voltou a beber nas fontes trágicas com sua versão de Antígona, de Sófocles.

Fontes:
http://centropesquisateatral.blogspot.com/
http://www.antaprofana.com.br/sites_grupos_1.2.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antunes_Filho

Romeu e Julieta

Este clássico da literatura universal vem há séculos seduzindo gerações de leitores apaixonados, que encontram nas páginas tecidas pelo inglês William Shakespeare uma das mais belas e trágicas histórias de amor de todos os tempos. A história de Romeu e Julieta praticamente transformou-se em um arquétipo da psique humana, como ocorreu, por exemplo, com o mito de Édipo, criado por Sófocles, célebre dramaturgo grego, e convertido por Sigmund Freud em um conceito fundamental da Psicanálise.

 

Esta tragédia shakespereana, elaborada entre 1591 e 1595, não é significativa apenas por enfocar o amor proibido entre dois jovens na Verona renascentista, mas também por denunciar a hipocrisia e as convenções sociais, os interesses econômicos e a sede de poder, elementos que engendram inevitavelmente a intolerância e condenam o sentimento nobre que brota dos corações de Romeu e Julieta.

romeo-and-julietNesta cidade italiana, aproximadamente em 1500, duas famílias tradicionais, os Montecchios e os Capuletos, cultivam uma intensa e insustentável inimizade que já remonta a vários anos. Independente desta rivalidade, Romeu e Julieta, filhos únicos destes poderosos clãs, se apaixonam e decidem lutar por este sentimento.

Os amantes se conhecem em uma festa promovida pelo líder dos Capuletos, pai da jovem. Romeu, evidentemente, não foi convidado mas, acreditando estar apaixonado por Rosaline, uma das moças presentes no evento, se oculta sob um engenhoso disfarce e vai à celebração. Uma vez, porém, que ele se depara com Julieta, a imagem da outra garota desaparece de seu coração, e nele agora só há espaço para a jovem desconhecida. Logo depois os dois descobrem que pertencem a famílias que se odeiam.

Romeu, logo depois da festa, oculto no jardim, ouve involuntariamente o diálogo de Julieta com as estrelas, durante o qual ela confessa sua paixão. Ele então a procura e se declara. Um dia depois os dois, com o auxílio do Frei Lawrence, que pertence ao círculo de amizades do jovem, se casam em segredo.

Mas asombra da tragédia parece persegui-los. Neste mesmo dia Romeu se envolve sem querer em uma briga com o primo de Julieta, Tebaldo, que ao descobrir a presença do Montecchio na festa de seus tios, planeja uma revanche contra ele. A princípio o jovem não aceita provocações, mas seu amigo Mercúcio confronta o adversário e é morto por ele, o que provoca a revolta de Romeu, o qual mata Tebaldo para se vingar.

Esta morte acirra ainda mais o ódio entre as famílias e o Príncipe da cidade manda Romeu sair de Verona. O velho Capuleto, sem saber da união de sua filha com o inimigo, arranja o casamento da filha com Páris. O frei a convence a aceitar o matrimônio, mas arma um plano. Pouco antes da cerimônia Julieta deverá ingerir uma poção elaborada por ele; com a ajuda deste preparado ela será considerada morta.

Romeu seria avisado e retornaria para retirá-la do jazigo dos Capuleto assim que ela despertasse. Porém, como não poderia ser diferente em uma tragédia de Shakespeare, Romeu descobre o ocorrido antes de ser notificado pelo Frei. Desesperado, ele adquire uma poção venenosa e, na sepultura onde se encontra a amada, ingere o conteúdo do frasco e morre junto à Julieta.

A jovem, ao acordar, se dá conta do que aconteceu e, com o punhal roubado de Romeu, se mata. Os dois são encontrados juntos, mortos, para completo desespero dos familiares. Abalados com a tragédia, eles se reconciliam definitivamente.

A peça de Shakespeare teve inúmeras montagens e versões ao longo do tempo. A história também foi transposta para as telas dos cinemas. As duas versões mais conhecidas são a de Franco Zeffirelli, de 1968, protagonizada por Leonard Whiting e Olívia Hussey; e a de Baz Luhrmann, de 1996, interpretada por Leonardo DiCaprio e Claire Danes, a qual se passa no mundo atual.

Fontes:
http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_1177.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Romeu_e_Julieta
http://www.adorocinema.com/filmes/romeu-e-julieta-68
http://www.adorocinema.com/filmes/romeu-e-julieta-96/

Casa de Bonecas é uma obra da dramaturgia trágica norueguesa do final do século XIX, de autoria de Henrik Ibsen. Escrita em 1897, ela representa nos palcos as atitudes hipócritas e as convenções sociais vigentes nesta época. A mulher deste período não é mais submissa as suas paixões, não tem os mesmos elos de dependência com o sexo masculino, tão comuns em suas antecessoras.

 

Nesta peça apresentada em três atos, não há nem leves indicações da presença do adultério entre Nora e o Doutor Rank. Ibsen insinua essa possibilidade, para em seguida negá-la, deixando claras as transformações pelas quais as mulheres estão passando neste final de século. Não é este o obstáculo que se interpõe entre o casal Helmer, mas sim a conscientização gradual de Nora, que percebe o quanto abdicou de sua própria vida, primeiro em benefício do pai, depois do marido e de seus filhos.

Aqui está em jogo a tradicional renúncia e o sacrifício quase obrigatório da mulher em prol da família. Casa de Bonecas é um reflexo dos movimentos de liberação feminina. Neste sentido, pode-se dizer que é uma criação profundamente subversiva e polêmica. Na época, ela foi amplamente debatida em todo o continente europeu, provocando celeumas e severas críticas da protagonista, rejeitada por ter deixado tanto o marido quanto os filhos.

Nora Helmer, com o auxílio de Cristina Linde, passa a ter consciência de sua existência, de tudo que abriu mão em nome dos outros, das suas potencialidades, do quanto ela é capaz de viver sozinha, sem a ajuda de ninguém. Ela decide se afastar de todos justamente para ter um encontro consigo mesma, e assim descobrir quem é realmente, se emancipando, então, enquanto sujeito.

Desta forma, o autor põe em cheque as tradições que envolvem o matrimônio. Ele se inspirou em uma matéria jornalística que abordava a falsa elaboração de uma nota promissória pela esposa de um indivíduo que agia como se ela fosse uma boneca, mantida no total desconhecimento da vida. É justamente o que sua protagonista não deseja, continuar a viver em uma casa de bonecas; ela conclui que sua única saída é desconstruir este castelo de areia.

Cansada de agir como uma fanática, que aceita tudo que lhe é imposto com os olhos fechados, Nora sente que deve partir em busca de sua independência, dos seus desejos concretos, de sua identidade desconhecida. Ela não quer mais ser modelada e manipulada como um fantoche, nem protegida como se fosse de cristal. Além de tudo, ela se dá conta da ausência de gratidão do marido, a quem ela salvou, um dia, a própria vida.

Nora tem a clara percepção de que seus sonhos românticos jamais se concretizarão, que seus sentimentos mais elevados não serão recompensados, e que suas expectativas com relação ao casamento são meras ilusões. De real e concreto, só as imperfeições e as atitudes egoístas de seu cônjuge. Resta a ela aprender com a vida, cultivar a si mesma, assim como Cristina, que ainda crê no casamento, mas já realizou seu processo de aprendizagem, e tem plena consciência das falhas de caráter do marido.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Bonecas
http://ambidestria.wordpress.com/2008/04/25/casa-de-bonecas-%E2%80%93-henrik-ibsen/

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