Teoria da cor

Teoria da cor

 

Na arte da pintura, assim como na fotografia e outras artes, compreender as bases da teoria da cor, é um conhecimento indispensável para o sucesso na correcta utilização e combinação das mesmas.

A teoria da cor compreende um conjunto de regras básicas que permitem misturar as cores para conseguir um resultado desejado. Devemos entender que as cores são tanto produzidas por pigmentos, como produzidas por luz.
Assim como os pigmentos e a luz se comportam de forma diferente em termos de como eles se combinam para criar as cores, assim também são diferentes as regras para lidar com cada um deles.


Modelos de Cor
Cor aditiva e Cor subtractiva.

Ao falarmos de cores, temos que diferenciar duas linhas de pensamento distintas: a Cor-Luz e a Cor-Pigmento.
A cor-luz, baseia-se nas emissões da luz solar e pode ser vista percebida através dos raios luminosos e da sua decomposição a traves dum prisma
A cor-pigmento refere-se a substância usada para imitar os fenómenos da cor-luz. Estas cores podem ser extraídas da natureza, de materiais de origem vegetal, animal ou mineral, como resultado de processos de processos industriais, que dão origens aos pigmentos.

descomposicao-luz



 

Modelos de cor, refere-se ao padrão de representação e estudo das cores e as suas combinações.
Estes modelos servem para estudar o comportamento da cor em diversos âmbitos. Alguns dos modelos de cor mais conhecidos, englobam-se em dois grandes grupos, Modelos de cor aditiva e Modelos de cor subtractiva.
O modelo de cor aditiva mais conhecida é o Modelo RGB, alem do modelo tradicionalmente utilizado em Belas Artes.
Entre os modelos de cor subtractiva mais conhecidos, temos o modelo Modelo CMY e o Modelo CMYK.

aditiva-subtractiva

Modelo de “Cor subtractiva”
Quando falamos estritamente em termos de conceitos de pintura artística tradicional, vermelho, amarelo e azul são as cores primárias e puras a partir das quais todas as restantes cores são obtidas. Este modelo é conhecido como modelo de “Cor subtractiva” e do qual muitos de nos aprendemos na escola através da mistura das cores primárias.
Fora do âmbito da mistura da cores pigmento, este modelo baseado nas cores primarias nomeadas, é raramente utilizado.
Para efeitos impressão, as cores utilizadas nos modelos de cor subtractiva, são o ciano, magenta e amarelo, este modelo é chamado “CMY”.
Neste modelo, o preto é criado através da mistura de todas as cores, e o branco é a ausência das cores (assumindo que o papel é branco).
Este modelo corresponde também a um sistema de “Cor subtractiva”.
A combinação dos primários dão como resultado uma cor preta suja ou indefinido, pelo que é possível adicionar a cor preta obtida por outros meios, quando assim for, o modelo utilizado é o “CMYK”
No Modelo CMK o circulo cromático é baseado nas cores primarias ciano, magenta e amarelo, cuja mistura da como resultado o vermelho, verde e azul, como cores segundarias.


 

O círculo cromático, tradicionalmente é representado como o próprio nome indica, por um círculo com 12 cores: três primárias, três secundárias (formadas pela mistura das primarias) e seis terciárias, criadas pelas misturas das primárias com as secundárias.
No âmbito artístico, normalmente são utilizadas como cores primarias o amarelo, azul e vermelho, com as cores secundárias, laranja, violeta e verde, resultantes da mistura das cores primarias.

Passemos a explicar de uma forma simples:

  • Amarelo misturado com azul em partes iguais dão como resultado o verde
  • Azul misturado com vermelho em partes iguais dão como resultado o violeta
  • Vermelho misturado com amarelo em partes iguais dão como resultado o laranja

A partir destas cores, muitas outras são criadas, por adição do negro para formar as sombras o cores escuras e por adição de branco para formar as luzes, cores claras ou cores pastel. Esta gradação das cores conforma outras das suas características, as tonalidades, tema que abordaremos num próximo artigo.

circulo-cromatico1


Cores Quentes e Cores Frias
As cores possuem diversas qualidades e “temperaturas”, e também diversos efeitos excitantes sobre o sistema nervoso do observador.

O psicólogo alemão Wundt estabeleceu a divisão fundamental das cores em quente e frias.
As cores quentes são psicologicamente dinâmicas e estimulantes como a luz do sol e o fogo. Sugerem vitalidade, alegria, excitação e movimento.
As cores quentes parecem que avançam e que se aproximam.
As cores frias são calmantes, tranquilizantes, suaves e estáticas, como o gelo e a distância. As cores frias parecem que se retraem e que se afastam.

circulo-cromatico1
A temperatura das cores, designa a capacidade que as cores têm de parecer quentes ou frias e de transmitir sentimentos ao observador.
Quando se divide um disco cromático ao meio com uma linha vertical cortando o amarelo e o violeta, percebemos dois blocos correspondentes ás cores frias e as cores quentes.

CORES QUENTES.

Transmitem um efeito ou sentimento cálido ao observador, dão sensação de actividade, de alegria, de dinamismo, de confiança e amizade.
Se observamos o círculo cromático, vemos que as cores quentes são aquelas que participam da mistura com vermelho ou amarelo com qualidades positivas, atrevidas, excitantes, vibrantes e expansivas.  Sugerem calor, fogo, luz de sol, sangue, e possuem carácter inquieto, vivo e estimulante
.

CORES FRIAS.

Transmitem ao observador uma sensação de frieza, mas também de tranquilidade, de seriedade, de distanciamento.
São as cores que participam do azul com carácter negativo, intimista, e reservado tranquilo e relaxantes. Sugerem frio, humidade, agua, luz de lua e relaxe.
Na natureza sempre encontramos as cores quentes ao lado das cores frias. E se encontramos cores frias juntas, uma delas será com tendência mais quente que a outra.

Pense nisto á hora de escolher as cores para pintar um quadro!


Características e qualidades das cores

 

O valor de uma cor determina uma das suas principais qualidades e uma das principais ferramentas do artista plástico.

Nas artes plásticas, aplicamos o modelo de cor que considera como cores primarias o amarelo, azul e vermelho.
A mistura destas cores pode dar como resultado uma infinita combinação de mais cores.
Se alem disso, adicionamos a cor branca a cada cor, obtemos milhares de tonalidades de cada matiz ou tom.
O mesmo acontece se aditamos a cor preta à combinação.
Obtemos assim novas cores com distintas características que se desprendem da quantidade de luz (branco), sombra (preto); Isto determina o grau ou valor da cor, o seu factor de luminosidade ou escala tonal…Uma das principais ferramentas do artista plástico.

CONCEITOS IMPORTANTES

Matiz ou Tom
matiz-ou-tomE o factor diferencial de uma cor que se especifica com um nome e que o define em relação aos outros.
Por exemplo amarelo, verde, violeta, vermelho, etc. são tons ou matizes.
Para se mudar o tom ou matiz de uma cor, acrescenta-se outro
tom, assim, obtemos diferentes gradações ou tonalidades

Tonalidade
tonalidadesEsta característica define variantes de um tom ou matiz (ou seja de uma cor) relacionadas com a sua saturação ou luminosidade ou como resultado da proporção das cores componentes ou das agregadas.
Por exemplo, o verde amarelado e o verde azulado são diferentes tonalidades do verde, mas também são tonalidades a gama de verdes obtida a partir da cor pura.

Grau ou valor de uma cor.
valor-tonal-da-corEste é um termo que tem a ver com a “Escala tonal” ou “escala de valores”, se utiliza para descrever que tão claro ou escuro é uma cor, e se refere à quantidade de luz percebida.
O valor é o grau de claridade ou obscuridade de uma cor.

Como bem sabemos, as cores do círculo cromático estão baseadas em cores puras. Para cada cor existem no entanto, versões claras e escuras. Estas versões das cores puras são denominadas tonalidades da cor.
Estas tonalidades podem ser reconhecidas em termos artísticos como sombras, para nos referirmos as cores escuras ou profundas. Qualquer termo é válido e simboliza basicamente que são cores pouco iluminadas que são obtidas por adição da cor preta á cor pura.
De igual forma existe a versão mais clara da cor, conhecidas como cores pastel, cores pálidas, tons claros.
À medida que se agrega mais preto a uma cor, se intensifica tal obscuridade e se obtém um valor mais baixo. À medida que se agrega mais branco a uma cor se intensifica a claridade da mesma, obtendo-se com isso valores mais altos.

Duas cores diferentes (como o vermelho e o azul) podem chegar a ter o mesmo valor ou tom, se consideramos o conceito como o mesmo grau de claridade ou obscuridade com relação à mesma quantidade de branco ou preto que contenha segundo cada caso.

A descrição clássica dos valores corresponde a claro (quando contém quantidades de branco), médio (quando contém quantidades de cinza) e escuro (quando contém quantidades de preto). Quanto mais brilhante for a cor, maior será a impressão de que o objecto está mais perto do que em realidade está.

Recapitulemos…
Cada cor pode ter diferentes valores, de acordo com o seu grau de claridade ou obscuridade reflectida.
Por exemplo, um vermelho claro tem valor mais alto do que um vermelho escuro. Desta maneira, “valor” significa a quantidade de luz que uma superfície tem a capacidade de reflectir.
Noutras palavras, refere-se a maior ou menor quantidade de luz presente na cor. Quando se adiciona preto a determinado matiz, este se torna gradualmente mais escuro, e essas gradações são chamadas escalas tonais. Para se obter escalas tonais mais claras acrescenta-se branco.
Para apreciar as diferenças tonais, ou gradações vejamos o desenho em anexo onde se representa a mistura de partes iguais de branco e preto
.

valor-tonal

De todas as características das cores o valor cromático e o seu fctor de luminância é das mais difíceis de dominar e no entanto a mais significante para o pintor. O valor numa obra deve ser o correcto.

Os mestres antigos, estudavam o valor em primeiro lugar.
Cores de igual valor quando se combinam, produzem efeitos relaxantes e prazenteiros, más são os toques de luz ou sombra os que capturam o observador.
As tonalidades escuros, ou sombras obtidas a partir do amarelo, laranja ou alguns vermelhos, são também conhecidos como cores terra
As tonalidades claras obtidas a partir de alguns vermelhos, laranjas e amarelos, são também conhecidos como “tans” ou pele.
O desenho a seguir, representa algumas cores com os seus equivalentes na escala tonal de cinzentos.

escala-tonal


 

 

1. Harmonia Monocromática

cores-monocromaticasÉ a harmonia resultante de uma mesma cor da roda das cores. As tonalidades podem mudar, mas todas ficam no mesmo matiz da roda das cores.
O esquema ou harmonia monocromática utiliza variações de luminosidade e saturação de uma mesma cor.
Estas harmonias luzem simples e elegantes, de fácil percepção ao observador especialmente quando se trata de tons azuis e verdes.
A cor principal pode ser combinada com cores neutras, preto e branco, no entanto pode ser difícil quando se utiliza esta harmonia, ressaltar os elementos mais importantes.
Prós:
A harmonia monocromática, é simples de utilizar e sempre luz balançada e visualmente apelativa.
Contras:
Este esquema carece de contraste. Não é uma harmonia tão vibrante como a harmonia de complementares.
Dicas:

  • Quando realizar um trabalho com harmonia monocromática, utilize as luzes, sombras e tonalidades da cor principal para tornar mais interessante o trabalho.
  • Experimente o esquema análogo; ele oferece certas nuances ainda mantendo a simplicidade e elegância da harmonia monocromática.

2. Harmonia Análoga

cores-analogasÉ a harmonia formada de uma cor primária combinada com duas cores vizinhas na roda das cores. Uma cor é utilizada como a dominante enquanto que as adjacentes são utilizadas para enriquecer a harmonia.
Prós:
As harmonias análogas são tão fáceis de criar quanto as monocromáticas, no entanto são mais ricas.
Contras:
Um esquema de cores análogas carece de cor de contraste. Não é uma harmonia tão vibrante como a harmonia de complementares.
Dicas:

  • Evitar a utilização de muitos tons numa harmonia análoga, porque poderia destruir a harmonia.
  • Evitar a combinação de cores frias e quentes na mesma harmonia.

3. Harmonia Complementar

cores-complementares1É a harmonia que ocorre quando combinamos cores opostas na roda das cores. Em outras palavras, são cores que se encontram simétricas com respeito ao centro da roda. O Matiz varia em 180 º entre um e outro.
Esta harmonia funciona ainda melhor se são combinadas cores frias e cores quentes, como por exemplo vermelho com verde-azul ou azul com amarelo.Uma harmonia complementar é intrinsecamente uma harmonia de contraste.
E importante aquando utilizar esta harmonia, escolher uma cor dominante, e utilizar a complementar para acentos e toques de destaque. Como por exemplo utilizar uma cor para fundo e a outra para destacar os elementos de importância.
Prós:
A harmonia de contraste oferece uma combinação de alto contraste ideal para atrair a máxima atenção do espectador.
Contras:
Este esquema é mais difícil de balançar que os esquemas análogos ou monocromáticos, especialmente quando são utilizados coreis quentes não saturadas.
Dicas:

  • Para melhores resultados, é aconselhável escolher cores frias e cores quentes, como por exemplo azul e laranja.
  • Se se estiver a utilizar uma cor quente (vermelho ou amarelo) para ressaltar, é aconselhável utilizar uma cor fria não saturada para dar mais ênfase á cor quentes.
  • Evitar para esta harmonia a utilização de cores não saturadas quentes, como castanhos e ocres.
  • Utilizar o esquema duplo complementaria já que oferece mais variedade.

4.Harmonia Triádica

cores-triadicaÉ a harmonia onde usamos três cores equidistantes no circulo cromático. Por exemplo azul, amarelo e vermelho. Esse tipo de combinação consegue dar um efeito visual muito atraente.

Esta harmonia é muito popular entre os artistas porque oferece um alto contraste visual, ao mesmo tempo que conserva o balanço e a riqueza das cores. Esta harmonia não é tão contrastante como o esquema de complementares, mas aparece mais balançado e harmonioso
Prós:
Esta harmonia triádico oferece alto contraste mantendo a harmonia.
Contras:
Não é um esquema de tanto contraste como o esquema complementar.
Dicas:

  • Escolher uma cor para ser utilizada em maiores áreas que as restantes
  • Se a combinação tem aspecto de mau gosto, tente domina-las

5. Harmonia do Complemento dividido

cores-complementardivididoÉ a harmonia conseguida através da mistura de uma tonalidade da escala com as duas vizinhas da cor directamente oposta a primeira.
Esta é uma variante da combinação de harmonia de complementares. Que utiliza uma cor como principal e as duas cores adjacentes ao seu complementar.
Esta é uma harmonia que oferece um grande contraste sem a tensão do esquema complementar.
Prós:
Esta harmonia oferece mais nuances que o esquema complementar ao tempo que retem a força e contraste visual.
Contras:
Esta harmonia é mais difícil de balançar que as harmonias análogas ou monocromáticas
Dicas:

  • Utilizar uma cor quente como dominante e uma gama de cores frias para ajudar a dar mais ênfases á cor quente como por exemplo vermelhos contra azuis ou azuis-verdes ou laranjas contra azuis ou azuis-violetas
  • Evite utilizar cores quentes não saturadas como os castanhos ou ocres porque poderia arruinar o esquema.

6. Harmonia Dupla complementar

cores-duplacomplementarComo o nome indica, refere-se a harmonia conseguida por dois pares de cores complementares entre si.
Denominado por alguns como tetradas, estas combinações são as mais ricas de todas as harmonias, porque utiliza quarto cores sendo elas complementares em pares.
É no entanto uma harmonia muito difícil de trabalhar. Se as quatro cores são utilizadas em iguais proporções, a harmonia parecerá desequilibrada, pelo qual deverá sempre ser escolhida uma cor como a dominante e com esta dominar as restantes.
Prós:
Este esquema oferece uma maior variedade na sua combinação que qualquer das harmonias mencionadas.
Contras:
E a harmonia mais difícil de trabalhar.
Dicas:

  • Se o esquema parece desequilibrado, deverão ser dominadas ou subjugadas uma ou mais coes.
  • Evitar a utilização de coes puras em iguais proporções.

7. Harmonia Acromática

È a harmonia conseguida pela utilização de cores neutras, ou seja as cores situadas na zona central do círculo cromático, próximos ao centro deste, que perderam tanta saturação que não se aprecia nelas o matiz original.

8.Harmonias da Natureza

Algumas combinações da natureza, funcionam muito bem embora as cores que formam o esquema ou harmonia, não constituam nenhum esquema específico conhecido na teoria das cores. Estou a me referir a por exemplo, esquema de cores de primavera ou esquema de cores de Outono



Ler mais: http://www.amopintar.com/harmonia-das-cores#ixzz0zG1gYJTx

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